Dois ônibus e sete veículos ligeiros foram abarroados por um caminhão carregado de areia. De acordo com o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Arnaldo Rosas, o motorista do caminhão, alegou que o seu veículo perdeu a capacidade dos freios, de modo que o acidente foi inevitável.
"Acredito que o peso do veículo estava bem acima do previsto. Sem contar que o estado de conservação do caminhão não é dos melhores. É preciso uma perícia para ter certeza das condições do veículo e saber o que realmente motivou o acidente", explicou o inspetor da PRF.
O motorista do caminhão de placas MZH-6556, Joaz Elias da Silva, de 32 anos, deve responder judicialmente por crime de trânsito. "É preciso levar em consideração que o acidente poderia ter sido muito mais grave. Pelo horário, várias pessoas em motocicletas poderiam ter sido vítimas graves", pontuou Arnaldo Rosas.
De acordo com Herácles Dantas, 58 anos, fotógrafo de um periódico vespertino da capital, o incidente parecia o apocalipse. "Foi tudo muito de repente. Me deitei no banco do carro com os pés no freio a partir da primeira batida. Graças a Deus foram só danos materiais. Ainda não é 21 de dezembro", brincou, fazendo apologia ao fim do mundo.
José Cândido, de 64 anos, que dirigia um Fiat Strada, disse que nunca havia sofrido um acidente de carro. "O caminhão passou por cima da gente, arrastando tudo. Para mim, que estava parado no sinal, era impossível evitar o choque", colocou.
As duas mulheres vítimas no acidente foram encaminhadas pelo Samu para o pronto-socorro Clóvis Sarinho e passam bem. Os motoristas envolvidos ainda aguardavam orientações da PRF. O motorista do caminhão foi encaminhado ao posto policial do CPRE, no bairro Nordeste, para mais esclarecimentos.
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