Os moradores do bairro ficaram revoltados e pediram o sacrifício do animal, sendo necessário o comandante do II Batalhão de Policia Militar, tenente coronel Alvibá Gomes, mobilizar dezenas de policiais, além de Bombeiros e policiais civis.
A criança de nome Allysia Ramille Filgueira Dantas, de 6 meses, residia com os pais na casa do lado de onde foi morta. É filha de auxiliar de eletricista Aldair André Dantas com Joana Filgueira Neta.
Ele estava trabalhando e ela em casa. A criança saiu de casa junto com uma prima, de 11 anos, e foi para a residência vizinha. Ao entrar num quarto, o cão estava lá. A menina de 11 anos se assustou, soltou a criança no chão e saiu correndo.
O animal, que atende pelo nome de Peralta, avançou e mordeu na altura do pescoço, conforme informou o comandante Alvibá Gomes, que descreveu a cena do crime como horrível.
Ele disse que havia sangue espalhando por várias partes do quarto. Ele observou ferimentos principalmente na altura do pescoço e cabeça da criança.
Os pais da criança chegaram logo em seguida e ficaram em estado de choque. A mãe Joana Filgueira foi levada para o Hospital, junto com outros parentes que também se sentiram mal.
O pai chegou em seguida. Não chegou a ir ao local da ocorrência. Ficou sentado, em estado de choque na área de residência. Um familiar disse que o cão é muito grande e a criança se assustou. “É brabo”, disse a dona de casa.
A proprietária do animal, Maria Oliveira, por orientação do comandante Alvibá Gomes, chamou o veterinário Bruno Ricarte, para fazer uma análise inicial. Bruno disse que a raça Bull terrier é de guarda e, conforme os relatos que ele ouviu na casa, trata-se de um cão dócil, mas que reagiu para "defender o território dele". “Invadiram o território dele e infelizmente aconteceu esta tragédia”, destacou o veterinário.
A Policia Militar teve que fechar as ruas de acesso a residência, considerando o número elevado de curiosos querendo ver a cena e já ensaiando o grito mata, mata mata.
O Corpo de Bombeiros, com ambulância, também foi chamado. O SAMU também esteve no local. “A nossa missão aqui é agora garantir a integridade da casa, dos familiares e proteger o local da ocorrência até a Polícia Civil assumir o controle da investigação”, diz o comandante.
Com o isolamento feito, o corpo da criança foi removido pelo Instituto Técnico-científico de Policia (ITEP) e o delegado Rafael Arraes, da II Delegacia de Policia da Nova Betania, já tomou os primeiros depoimentos.
Ele disse que com relação ao animal, este deve ser levado para o Centro de Zoonose, onde vai passar por exames para descartar a possibilidade de raiva canina por um período de 40 dias e daí será definido o destino dele.
Pit Bull que matou a criança
Nenhum comentário:
Postar um comentário