Páginas

13 de agosto de 2012

EM NOTA, RIOGRANDENSE FALA EM FALTA DE POLÍTICAS PARA TRANSPORTES COLETIVOS



A Riograndense emitiu uma nota no final da tarde desta segunda-feira (13) para esclarecer os motivos do decreto de falência da empresa, anunciado neste domingo. A empresa, que era responsável por três linhas em Natal, disse que a falência já era esperada e acusou a falta de políticas para o setor como principal impedimento para as linhas continuarem a trafegar.

A empresa citou que as políticas incentivavam o transporte individual de carros e motos. Além disso, a nota emitida pela Riograndense cita que os ônibus da empresa trafegavam em linhas congestionadas - sem alternativas para impor velocidade no serviço - e em "ruas esburacadas".

Outro fator destacado na nota é o aumento no preço das passagens de ônibus. " [...] O preço dos ônibus sofrem aumentos superiores aos dos veículos particulares, não recebem benefícios fiscais ou redução de impostos e o óleo diesel subiu nos últimos anos 100% (cem por cento) a mais do que o preço da gasolina, demonstrando clara prioridade ao transporte individual", relata.

Confira parte da nota da empresa:

"Não foi surpresa para a sociedade natalense a empresa Riograndense anunciar a sua desistência do serviço municipal de ônibus. É sabido por todos, que o setor de transporte coletivo de passageiros urbano do país está em crise devido à falta de políticas direcionadas para o setor, indo na contramão do que estabelece a nova Lei da Mobilidade Urbana, incentivando cada vez mais o transporte individual, com subsídios diretos e liberação de impostos para compra de carros e motos.

Os ônibus operam em vias cada vez mais congestionadas por automóveis e motos. Desta forma, sendo afetado por uma série de problemas que comprometem sua eficiência e capacidade de competição: baixas velocidades operacionais, vias mal conservadas, esburacadas, sem sinalização de trânsito, sem condições de segurança, proliferação do transporte clandestino. Tudo isso, degradando as condições de circulação e operação dos veículos nas ruas, provocando permanentes congestionamentos e tempos de viagem cada vez mais longos.

Por outro lado, o preço dos ônibus sofrem aumentos superiores aos dos veículos particulares, não recebem benefícios fiscais ou redução de impostos e o óleo diesel subiu nos últimos anos 100% (cem por cento) a mais do que o preço da gasolina, demonstrando clara prioridade ao transporte individual.

A tendência do custo do serviço e consequentemente da tarifa é de alta, já que está diretamente relacionada ao desempenho operacional, com a crise da mobilidade urbana. Desta forma, quanto maiores os engarrafamentos, menor é a demanda de passageiros. Com a demanda fraca potencializam-se os altos custos operacionais e maior será a tarifa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário