Foto: Fábio Cortez- DN
Somado a isso, há o problema da deficiência na rede básica e na falta de estrutura nos municípios do interior do Estado. Sem ter para onde levar seus parentes com problemas de saúde mental, muitas pessoas acabam optando por trazê-los ao Hospital Colônia Dr. João Machado em Natal, ou outra grande unidade de saúde.
Fazer a reforma psiquiátrica é urgente e necessário porque a situação atual é muito crítica. Na maior unidade de saúde do Estado que recebe pacientes com problemas psicossociais, o Hospital Colônia Dr. João Machado, em Natal, são 130 leitos de internação integral e mais 35 no pronto-socorro psiquiátrico, para atendimentos de urgência.
A média de ocupação geralmente é de 100%. Para tratá-los, além dos 15 psiquiatras, há dez psicólogos e outros profissionais como assistentes sociais, enfermeiros e apoio.
Antes da Lei 10.216/2001, que reformou a assistência psiquiátrica, o cenário era outro: alguns pacientes recebiam até choques elétricos para se manter calmos. "O João Machado de hoje é totalmente diferente do que foi há dez anos. A eletroconvulsoterapia é uma medida terapêutica que não existe mais. Foi proibida nos hospitais psiquiátricos porque era aplicada de forma inadequada. Se houver aplicação de choques o serviço é descredenciado do SUS [Sistema Único de Saúde]", afirmou Adriano Marcos Araújo de Souza. coordenador de saúde mental da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).
Na psiquiatria, os pacientes agora são tratados através de equipes multidisciplinares, com aplicação de psicofármacos e assistência em grupos operativos e de terapia ocupacional.
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Informações Sérgio Henrique
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