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12 de maio de 2012

FALTA DE CHUVA NA REGIÃO NORDESTE DEIXA 450 MUNICÍPIOS EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA


O governo vai liberar R$ 350 milhões para ajudar os afetados pelas enchentes na Região Norte. Os recursos deverão beneficiar agricultores, comerciantes, prestadores de serviços e setores da indústria prejudicados pelas cheias dos rios.

As chuvas na região deixaram, até o momento, 51 municípios em situação de emergência e afetou mais de 330 mil pessoas. Também serão liberados R$ 2,7 bilhões para as vítimas da seca no Nordeste.
O estado mais atingido é o Amazonas, onde 32 municípios tiveram a situação de emergência decretada.

A situação de outros dez municípios ainda está em análise pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. No Acre, são nove municípios em situação de emergência; no Pará, oito; e em Rondônia, dois.

No Nordeste, o problema é a seca. A falta de chuvas na região deixa 450 municípios em situação de emergência e afeta quase 4 milhões de pessoas. O governo deverá investir na região R$ 2,7 bilhões em ações para ampliar o fornecimento de água e o apoio ao agricultor. Também foi instituído o Comitê Integrado de Combate à Estiagem.

O estado que mais sofre com a falta de chuvas é a Bahia. São 207 municípios em situação de emergência. No Rio Grande do Norte, são 138 e no Piauí, 78. Em algumas partes da região não chove há três meses.

A maior seca
O quadro é de desolação no semiárido nordestino, que enfrenta a pior seca dos últimos 30 anos - desde a dificuldade de água para beber à destruição de plantações e perda de animais. São 525 municípios em estado de emergência.

Em Pernambuco, são 70 os municípios que vivenciam problemas já expressos em alguns números da secretaria estadual de agricultura: na maioria desta área a redução das chuvas foi em média de 75% - chegando até 92% em alguns - e a grande maioria dos açudes localizados no sertão estão com 30% da sua capacidade. A falta de chuva provocou a perda de 370 mil toneladas de grãos.

Nos cem primeiros cem dias deste ano o número de animais vendidos para fora do Estado é 73% maior que o do mesmo período do ano passado."Os criadores, a maioria deles pequenos, estão se desfazendo dos seus animais porque falta ração, falta capim, falta sorgo", afirma o secretário estadual de Agricultura e presidente do Comitê Integrado de Combate à Seca de Pernambuco, Ranílson Ramos, que prevê dificuldade de recomposição do rebanho depois da estiagem, já que as fêmeas de boa linhagem têm sido comercializadas para o Pará e Maranhão.

Com informações de Luís Tito
Agência: A Tarde

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