Cortejo com o corpo do cantor Wando. (Foto: Alex Araújo)
O enterro foi antecedido de missa de corpo presente, celebrada pelo padre Jefferson Lima, amigo da família e celebrante do último casamento de Wando. O velório foi repleto de homenagens e de muita emoção. A irmã do cantor, a cabeleireira Maria das Graças Reis, 53 anos, sentiu-se mal, mas se recuperou a tempo do enterro.
Nos momentos finais da despedida, um cortejo formado por familiares e fãs seguiu o caixão, e encerrou a cerimônia com preces. Renata Costa Lana e Souza, mulher de Wando, depositou rosas vermelhas sobre o caixão no momento da descida.
O vereador Agnaldo Timóteo e o cantor Márcio Greyck compareceram ao cemitério. Na manhã desta quinta-feira (9), Timóteo fez recordações sobre o amigo. “Wando será lembrado pela irreverência, simplicidade e alegria. Vai deixar saudade”.
Ele também fez referência a Elis Regina, Raul Seixas e Tim Maia e disse que “infelizmente muitos artistas não se cuidam como deveriam”. Greyck lamentou a perda e disse que Wando era um dos talentos da música popular brasileira. “Uma perda irreparável. As músicas dele vão ficar na memória do povo”.
Vanderley Alves dos Reis nasceu em 2 de outubro de 1945 – “num arraial chamado Bom Jardim [em Minas Gerais]”. Lá, ficava a fazenda que teria pertencido aos seus avós. Seu registro, no entanto, foi feito na cidade de Cajuri, no mesmo estado. Ele conta que, ainda criança, mudou-se para Juiz de Fora (MG), onde concluiu o antigo primário.
Mais tarde, ele foi para Volta Redonda (RJ), “onde eu entreguei leite nas casas, vendi jornal, virei feirante, dirigi caminhão na estrada”. Na mesma época, passou a se interessar por música, tendo inicialmente se dedicado ao estudo do “violão clássico”. “E aí eu descobri que não era legal o violão clássico para o que eu queria: eu queria tocar pras moças, né?”, afirmou em seu site oficial.
Entre álbuns de estúdio e registros ao vivo, o site de Wando contabiliza 28 trabalhos ao todo. O cantor acreditava ter vendido dez milhões de discos.
Mulher de Wando, Renata Souza, deposita rosa sobre o caixão
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