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11 de outubro de 2011

DETENTOS FAZEM REBELIÃO EM QUATRO UNIDADES PRISIONAIS DO RN



Detentos de quatro unidades prisionais nos município de Natal, Parnamirim, Caicó e Mossoró, iniciaram um princípio de rebelião simultâneo, registrado na manhã desta terça-feira (11).

Os caos foram registrados no Centro de Detenção Provisória da zona Norte (CDPZN) em Natal, Penintenciária Estadual de Parnamirim, Penitenciária Desembargador Francisco Pereira da Nóbrega, em Caicó e a Cadeia pública de Mossoró.

Segundo informações do Coordenador do Sistema Prisional do RN, José Olímpio, as ações foram semelhantes em todas as localidades, com a ocorrência de atos de vandalismo e depredação das celas.

Na unidade da Zona Norte de Natal, responsável por comportar 126 presos, teve as grades das oito celas arrancadas e as paredes danificadas. Devido ao princípio de motim, as mulheres dos presos foram proibidas de entrar no prédio. A situação no local está controlada.


Caicó
A diretora do Presídio Estadual do Seridó, Veruska Saraiva, informou que o princípio de rebelião registrado na unidade na manhã desta terça-feira (11) ocorreu devido a uma cofusão entre os próprios detentos.

Ainda sem um motivo aparente, por volta das 9h30, os apenados começaram a quebrar cadeados e queimar colchões em algumas celas, do pavilhão C. Ao todo, o prédio comporta 305 detentos em regime fechado.

Apesar da paralisação dos Agentes Penitenciários, Veruska informou que as atividades no presídio não foram afetadas, visto a parceria realizada com a Policia Militar. "O nosso trabalho está sendo difícil, mas estamos fazendo valer a lei. As comidas dos familiares estão entrando no presídio e a revista esta sendo realizada, com apoio da PM", relatou a diretora.

Na tarde desta terça-feira (11), foi realizado em Caicó uma reunião com membros do sindicato dos agentes, diretoria do presídio e integrantes do Governo, com objetivo de discutir a situação da categoria.

Mossoró
No presídio Agrícola Mário Negócio, em Mossoró os apenados se rebelaram no início da tarde queimando colchões e danificando três celas.

A direção do presídio e a Polícia Militar intermediaram as negociações e os presos retornaram para as celas cerca de uma hora após o início da rebelião. Por volta das 15h a situação ficou normalizada.



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