O feticídio feminino acontece sobretudo na China, Índia e Coreia do Sul, países em que há mais de uma década foi proibido o uso de ultra-som para detectar o sexo do feto.
Apesar disso, aumentou em mais de 1 milhão o feticídio feminino na China em 2008. Na Índia, houve um decréscimo, mas o relatório ressalta que os assassinatos seletivos, antes restritos ao norte do país, agora são realizados também no centro e no sul.
O dado mais alarmante, porém, corresponde à região da Europa e Ásia Central mais especificamente os Bálcãs ocidentais e as repúblicas caucasiana, não por seu número, que continua sendo baixo, mas porque a cifra duplicou, passando de 7 mil em 1990 a 14 mil em 2008.
Especialistas atribuem a barbárie à "combinação da forte preferência por filhos homens com a diminuição da natalidade e à expansão das tecnologias que permitem aos pais conhecerem o sexo de seus filhos antes de seu nascimento".
No total, o estudo considera que a cada ano se perdem cerca de quatro milhões de mulheres, porque também há um número alto delas quase 1,5 milhão que morrem durante a idade reprodutiva, entre 15 e 49 anos.

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