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8 de julho de 2011

PROCURADOR PEDE CONDENAÇÃO DE 37 ACUSADOS NO ESCÂNDALO DO MENSALÃO



O procurador-geral da República pediu a condenação de 37 acusados no escândalo do mensalão. O processo vai ser julgado agora pelo Supremo Tribunal Federal se tudo correr direitinho, talvez no ano que vem.

Agora é com os réus e com os advogados dos 37 réus. Eles vão ter um prazo para apresentar as defesas. Em seguida, todo o processo volta para a análise e decisão final do relator, o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal. As investigações começaram em 2005. Agora também a Procuradoria pede a condenação dos réus.

O parecer do procurador Roberto Gurgel pede a condenação de 37 dos 40 que foram acusados no início do processo. Ficaram de fora o petista Luiz Guishiken, ex-ministro do governo Lula, por falta de provas; Sílvio Pereira, ex-secretário geral do PT, que fez acordo com o Ministério Público para prestar serviços à comunidade; e o ex-deputado federal José Janene, do PP, que morreu no ano passado.

Entre os acusados na lista do procurador estão o ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu; os deputados federais João Paulo Cunha, do PT, presidente da comissão de constituição e justiça da Câmara e Valdemar Costa Neto, secretário geral do PR; o ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente do PTB; Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, que foi expulso do partido em 2005 e refiliado há 40 dias; e o publicitário Marcos Valério.

O caso ficou conhecido como escândalo do mensalão. Em 2005, parlamentares foram acusados de receber propina para votar a favor de projetos de interesse do governo Lula.

“O Gurgel não fez mais do que a obrigação, porque as provas em relação ao mensalão são extremamente contundentes. Ele pode até ter feito menos do que a obrigação ao excluir o Gushiken”, afirmou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), líder do Democratas.

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