Presidente Dilma
Na mesma estratégia usada pelo Planalto para assegurar tranquilidade na votação da presidência da Câmara, o adiamento das nomeações do segundo escalão federal será usada para permitir que o Congresso aprove um valor do salário mínimo compatível com a meta do governo.
A definição do valor é o principal teste da fidelidade da base aliada que a presidente Dilma enfrentará neste início de governo.
Enquanto as centrais sindicais exigem R$ 580, Dilma insiste no valor de R$ 545. O governo, entretanto, conhece a tradição dos parlamentares de sempre adicionarem um percentual ao valor sugerido pelo Executivo.
O governo aceita discutir com o Congresso um reajuste para R$ 550. Anteontem, reunião do governo com as centrais não resultou em acordo.
Sindicalistas ameaçaram radicalizar a negociação e, com isso, o problema deve se transferir para o Congresso.
Além do empenho dos ministros da articulação política, Dilma tem alertado aliados sobre a responsabilidade de conter um valor que desequilibre as contas públicas. Ela avisou que o governo tem pressa no envio e na aprovação do reajuste.

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